Em torno de 40% da população brasileira sofre de dor crônica. Esse tipo de afirmação chega a impactar, né? Mas e se eu te disser que apenas 1 entre cada 4 pacientes com esse tipo de dor é atendido corretamente?
Desde 2019 tivemos muitos avanços no estudo da dor, a compreensão de um aspecto mais biopsicossocial chega com tudo na esfera da ciência, derrubando principalmente aquele legado cretino de que a dor do paciente que não melhora na intervenção, física ou emocional, poderia ser “psicológica”.
Ao falarmos de dor, inicialmente, precisamos destacar os tipos de dores existentes: nociceptiva, proveniente de algum tipo de lesão tecidual; neuropática quando envolve algum processo de compressão da raiz nervosa (aquela dor nas costas que irradia para uma das pernas) e a grande vilã… a nociplástica, que é uma dor que não existe da presença de uma lesão, nem de tecido ou compressão nervosa, mas ela está lá – e que essa pode se tornar crônica.
Mas como é essa questão de dor sem lesão? Deixa-me te explicar uma coisa: vamos falar das dores da coluna vertebral; hoje já sabemos que os acometimentos da coluna tendem a regredir (sim, regredir! Isso significa que uma hérnia de disco moderada pode estar de menor tamanho daqui há seis meses). Isso ocorre porque o corpo, no processo inflamatório inicia uma gama de cascatas através de agentes químicos que trabalharão para a reestruturação normal da coluna. Então já falamos que, nenhum diagnóstico de coluna é preditivo de dor. E essa afirmação surge de uma série observacional de pacientes com afecções na coluna consideradas de “grandes compressões” e que não sentem absolutamente nada de dor.
Certa vez, uma amiga pessoal iniciou com um quadro de formigamento na região lateral da coxa. Sem manifestação de perda de força ou dor. Ao receber um diagnóstico, adivinha o que veio junto? A DOR!
A dor é um processo necessário, ela nos avisa que algo não está certo, mas ela não é um marcador sincero. Uma vez que é subjetiva. E se é subjetiva, podemos dizer que ela está atrelada a um perfil de personalidade – uma espécie de harmonizador para a dor crônica.
Então, frente a esses quadros de dor crônica – com superioridade há três meses – é necessária uma intervenção atual e respaldada em evidências.
Evidência esta que se tenta empurrar como grandes milagres no tratamento da dor: Ozonioterapia, kinesiotape entre outros, são terapias que não repercutem de forma efetiva no controle da dor.
Então o que temos hoje? Intervenções mais integrativas como Terapia Cognitivo Comportamental e Fisioterapia são consideradas padrão ouro nesse tipo de tratamento; e dentro do espectro Fisioterapêutico tem-se uma gama de técnicas com suporte científico para esse controle de dor.
A importância de um profissional qualificado é que rumará para o alívio da dor, mas não apenas isso: o vínculo criado entre o terapeuta e paciente, assim como a compressão dos procedimentos realizados nessa esfera integrativa.
Tem dor, seja ela aguda ou crônica? Nos chama no whats ou pelo Instagram. Será um prazer caminhar ao teu lado nessa jornada no combate da dor.
Em 2023, segundo a Previdência Social, foram abertas 51 mil concessões de benefícios por incapacidade temporária por Hérnia de Disco; sendo a patologia que mais afastou nesse ano. Mas temos um grande conhecimento, que antes não sabíamos, as hérnias NÃO são ocasionadas por MÁ POSTURA e elas REGRIDEM. Sim, se tua hérnia for pequena à um tamanho moderado ela vai regredir com o tempo por um processo de auto regulação corporal.