Hoje em dia a Toxina Botulínica vem sendo o carro chefe de todo e qualquer estabelecimento que trabalhe com estética avançada. O que ninguém te fala é como esse pequeno frasco que trata as principais disfunções estéticas foi descoberto.
Em meados do século XIX, na Alemanha, ocorreu um surto de Botulismo – doença paralisante de cunho neurológico causada por uma bactéria que destruía as conexões musculares ocasionando o enfraquecimento muscular e até mesmo a interrupção dos movimentos. Essa doença era ocasionada pela contaminação das conservas no qual a maioria dos alimentos eram acondicionados dessa forma para maior durabilidade.
Em 1895, Dr. Ermengem isolou essa bactéria e removeu sua toxina possibilitando os primeiros estudos na área; mas apenas em 1970, o oftalmologista Alan Scott usou essa toxina para o tratamento de um paciente com estrabismo.
Sim, pasme! A toxina botulínica foi, inicialmente, utilizada para tratar disfunções que não tinham cunho estético. Com isso iniciou-se sua aplicação de forma difundida: foram aplicados em blefarospasmos, distonias e demais afecções oculares.
Com o tempo foi sendo percebido que além da melhora da queixa inicial, esses pacientes obtinham melhoras das rugas em torno dos olhos, sendo assim a primeira hipótese: e se fosse utilizado no campo estético? Por volta dos anos 90, dois dermatologistas, iniciaram seus estudos e assim ocorre a grande explosão da toxina botulínica no campo estético.
No Brasil, a toxina chega, com autorização da ANVISA, em 2002, para tratamento das principais disfunções estéticas – e aqui me atrevo a dizer que hoje falamos apenas na estética pelas novas imposições ao corpo e culto do eterno olhar jovial.
No entanto, explorar a toxina botulínica sem ser na sua capacidade máxima é limitar-se, sabendo que já possuímos grandes estudos do seu uso na melhora da Cefaleia (a dor de cabeça), no controle do Bruxismo e também nas disfunções sexuais masculinas como a ejaculação precoce.
Aqui, nosso objetivo, é tentar trazer a ideia da integralidade do ser humano; onde seu aspecto emocional afeta o corpo físico e vice-versa.
Este que escreve o texto sabe exatamente o peso dessa sentença. Tenho em dia minhas aplicações de toxina e meus preenchimentos com ácido para tratar uma assimetria mandibular. Isso para questão estética? Sim. Mas não seria funcional? Também. O que ninguém te fala é que esses conceitos se separam apenas no papel, entender que a questão funcional afetará a estética e o emocional do paciente é perceber que esses dois conceitos, inicialmente tão diferentes um do outro, são difundidos por um único ser que sente, que deseja e que projeta uma condição de saúde (física, mental e social) frente à sua história.
E finalizo dizendo, estaríamos sendo muito mais humanos ao falar que: o que falamos e te ajudamos a conseguir num procedimento de estética avançada vai além da estética; porque NUNCA FOI APENAS POR ESTÉTICA, SEMPRE FOI POR PERTENCIMENTO.