A região infraorbital é uma das áreas mais sensíveis e desafiadoras da harmonização facial. O combo “olheira + bolsa + sulco marcado” raramente é apenas falta de sono: envolve anatomia complexa, remodelação óssea, compartimentos de gordura, ligamentos de retenção e qualidade cutânea. Entre os protagonistas estão o ligamento tear trough, o ligamento retentor do orbicular do olho (orbicularis retaining ligament – ORL) e o clássico sulco tear trough, cuja má compreensão leva a indicações equivocadas de preenchimento e ou complicações evitáveis.
Características que orienta uma conduta profissional crítica e personalizada, são:
- Depressão anatômica verdadeira (tear trough)
- Bolsas de gordura (“hernição” orbital)
- Perda de volume malar
- Qualidade de pele comprometida
- Fatores constitucionais e étnicos
Sabendo realizar um diagnóstico do envelhecimento periorbital é o determinante para realizar a intervenção mais criteriosa e assertiva. Bem como o conhecimento farmacológico da reologia do material a ser utilizado.
Referências
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ZHOU, X. et al. Clinical efficacy and safety of composite non-cross-linked hyaluronic acid for tear trough–lower eyelid bag rejuvenation. Journal of Cosmetic Dermatology, v. 23, 2024. Wiley Online Library+1
BAYTAROĞLU, H. N. et al. Complications of periorbital cosmetic hyaluronic acid filler injections. [Periódico on-line], 2025. PMC